No domingo de 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, a comunidade monástica de Camáldoli se uniu a peregrinos e amigos para uma cerimônia simples, mas poderosa. Uma variedade de cocolles (sementes) foi reunida em torno de uma cruz de madeira, juntamente com um leitoril e um símbolo bizantino de Cristo, arquiteto do universo. Enquanto os caminhantes passavam com equipamentos coloridos de trekking, todos eram acolhidos pela floresta: sua vegetação rasteira e perfumada; os farfalhos esmaecidos de miríades de criaturas; seus majestosos pinheiros que parecem tocar o céu. Neste Parque Nacional da Floresta de Casentino, monges e convidados entoaram cânticos diante do Sagrado Eremitério, lar da congregação de Camáldoli.

Eles recitaram o Salmo 103, que celebra o esplendor da Criação. O manto de Deus reveste o cosmos, com o homem no centro como guardião e aquele que entoa cânticos, não como mestre. Aquilo que rodeia o homem não o pertence; ele participa do dom gratuito de Deus que é o amor. Este salmo reforça ainda mais as palavras da Laudato Si’: o Papa Francisco nos chama a cuidar da Terra como administradores responsáveis, a fim de sustentar seu frágil equilíbrio ecológico, a renunciar à onipotência e nos colocarmos em oração diante da Criação. Os monges e seus convidados retornaram em silêncio. A floresta, banhada pelas cores do pôr-do-sol, continuou seu cântico.